BLOG DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ CAMINHO DO EVANGELHO
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
POR QUE NÃO FAÇO SUCESSO NO MUNDO GOSPEL?
O que é "sucesso" na mentalidade evangélica brasileira É o arrebatar das multidões. A produção frenética do êxtase. O ecoar ensurdecedor dos aplausos. É a milagromania sedutora. É o acúmulo da bajulação. A agenda tão lotada que sacrifica o espaço sagrado da convivência familiar. É o palco e suas luzes. A exposição repititiva da mídia. A escravização do retorno. É a enfermidade da visibilidade.
Pois bem, eu não faço sucesso no mundo gospel. Não tenho essa mídia toda. Ainda desfruto da glória oculta do anonimato. Meu telefone não toca alucinadamente. Ainda sou um rosto na multidão. Meus e-mails ainda são espaços de relação com meus amigos. Ainda brinco com meu filho. Ainda ministro a Palavra de Deus em igrejinhas da periferia. Ainda durmo em paz com minha consciência. Ainda sirvo a Deus, e não a Mamon (Mt. 6.24; Lc. 9.13).
Não faço sucesso no mundo gospel porque não sou filho de pastor presidente. Não tenho as "costas quentes". Não tenho "padrinhos ministeriais". Não ando por atalhos, vielas, corredores subterrâneos ou portas secretas de acesso fácil ao poder. Não tenho alianças políticas. Não beijo os anéis dos poderosos. Ainda posso abraçar pessoas anônimas. Gente caracterizada apenas como "membresia desprezível". Não tenho sobrenome imponente. Não faço parte de nehum clã denominacional. Graças a Deus...
Não faço sucesso no mundo gospel porque não tenho uma conta bancária obesa. Não moro em mansão. Não tenho uma coleção de carros importados. Não sou empresário. Não dou um dízimo astronômico que me garanta privilégios e manias. Minha realidade é a da maioria esmagadora dos brasileiros, irmãos na luta por uma vida melhor, porém digna, honesta. Não vivo de milagres como quem busca entorpecentes para fugir de sua realidade. Meu milagre é continuar honesto. Ainda preciso fazer contas para não avermelhar o mês. Não faço compras na Daslu. Por isso não posso mandar o povo tocar no meu terno, ele não é Armani...
Não faço sucesso no mundo gospel porque tenho a irritante mania de pesquisar a Bíblia. Não consigo aderir à homilética dos enlatados. Não faço massagens, ministro mensagens! Não sei decretar, determinar, encostar Deus na parede. Não consigo violentar textos bíblicos para que eles legitimem meus malabarismos financeiros risíveis. Aliás, minha Bíblia não é uma bússola para o reino encantado do moneycentrismo. Ainda prego umas mensagens retrógradas: cruz, salvação, pecado, graça, retorno de Cristo... Essas coisas que não garantem sucesso.
Não faço sucesso no mundo gospel, mas "prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp. 3.14).
O Pastor também não é muito popular no mundo "gospel". Graças a Deus...
Netinho de Paula Divulga Carta de Repúdio às Declarações Racistas de Marco Feliciano e Bolsonaro
O vereador e militante das causas raciais Netinho de Paula publicou nota em que rechaça as declarações de cunho racista dos deputados federais Jair Bolsonaro e Marco Feliciano que vem causando polêmica na mídia e no Congresso, e conclama: "Temos que lutar cada vez mais para que o racismo seja abolido neste país."
Leia carta na íntegra:
"O país inteiro está consternado com as declarações de cunho racista e homofóbico que o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) fez em entrevista a um programa de TV. Como se não bastasse, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) disparou no twitter absurdos como: 'os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé” e “a maldição que Noé lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas'.
Diante de tamanha demonstração de racismo, só tenho que repudiar veementemente tais atitudes. Essas declarações são uma afronta a todos os cidadãos brasileiros – negros e brancos - e não condizem com a delegação que o povo brasileiro lhes concedeu.
São afirmações que confrontam expressamente os preceitos fixados pela Constituição Federal de 1988, que garante o Estado Democrático de Direito, baseado no princípio da igualdade de direitos entre todos os cidadãos brasileiros.
Os representantes do povo, função desempenhada, em âmbito nacional, por deputados federais e senadores, são eleitos para, principalmente, zelar pelo cumprimento da Constituição Federal.
Estou entristecido e indignado. Milhares de pessoas dedicam sua vida à luta contra as discriminações de qualquer natureza. E declarações como essas envergonham a maioria da sociedade brasileira e demonstram que o racismo continua muito presente entre nós.
O Brasil tem se destacado no cenário mundial pelos avanços econômicos e sociais experimentados durante o governo do presidente Lula, que levaram mais de trinta milhões de brasileiros à classe média. Mas ainda há milhões e milhões de afrodescendentes vítimas da desigualdade.
Sou absolutamente a favor das ações afirmativas, das cotas e das políticas de promoção de igualdade racial e acho que as declarações lamentáveis desses deputados demonstram que é muito importante que este tema esteja sempre, de forma construtiva, em pauta em nossa sociedade. Temos que lutar cada vez mais para que o racismo seja abolido neste país.
O Brasil possui 92 milhões de negros e negras, metade de sua população. Somos o segundo maior país de população negra do planeta. Estudos do IBGE mostram que a proporção de brasileiros com ensino superior que se declaravam pretos ou pardos dobrou em 10 anos, mas representa um terço do percentual de brancos graduados. Segundo os dados da Síntese de Indicadores Sociais, divulgados pelo IBGE, em 2009, apenas 4,7% dos negros e 5,3% dos pardos com 25 anos ou mais tinha curso superior contra 15% dos brancos. Ainda é muito pouco. Não podemos compactuar com a perpetuação da desvantagem racial. O Estatuto da Igualdade Racial foi um passo muito importante para o desenvolvimento da democracia brasileira e temos que fazer muito mais. Com políticas públicas que promovam socialmente a população negra, estamos respeitando os princípios democráticos, elevando a autoestima dos negros e possibilitando que ocupemos o lugar que nos é de direito na história do nosso país.
Os tristes episódios desta semana não podem ficar impunes. Mas acredito que nós, homens e mulheres, devemos mostrar nossa indignação, não só pedindo punição para racistas como os deputados Bolsonaro e Feliciano, mas também propondo políticas de combate a estas práticas, defendendo as cotas e a inclusão social através da educação.
As manifestações de repúdio em todo o nosso país nos últimos dias demonstram que grande parte de nossa sociedade começa a caminhar para o início do entendimento e da aceitação das diferenças. É missão das autoridades transformar esses anseios da população em ações em prol de um país mais justo, onde todos os brasileiros tenham as mesmas oportunidades e sejam igualmente respeitados.
Nós, brasileiros e brasileiras, exigimos respeito! Não existe democracia com racismo!"
O Pastor não faz mais declarações polêmicas na net... dá muita confusão.... ... ...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Pastor Silas Malafaia pode ser indiciado por homofobia por ter comparado homossexualidade com sexo com mortos e animais.
Um inquérito foi aberto contra o Pastor Silas Malafaia por suas afirmações em uma audiência pública em 2010, a investigação está sendo realizada pela procuradoria da república. Na ocasião o líder da Igreja Vitória em Cristo comparou a opção sexual homossexual com necrofilia (sexo com pessoas mortas) ezoofilia (sexo com animais).
A Procuradora da República Ana Carolina Araújo Roman comanda as investigações baseadas em um debate público sobre o Estatuto da Família realizado na Câmara dos Deputados em Brasília. O Pastor Silas ficou encarregado de defender os valores tradicionais e conservadores como o casamento apenas entre homem e mulher.
Inflamado, o Pastor afirmou que se fosse para legalizar o casamento gay, que se legalizasse também a necrofilia e zoofilia, pois também seria opções sexuais dos brasileiros.
"Vamos liberar tudo que tem na sociedade. Vamos colocar na lei tudo que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei, porque tem gente que gosta de ter relação com cachorro. Eu vou apelar aqui, mas tem que dizer, é um comportamento, ué. Vamos aceitar?
Quem tem relação com cadáver? É um comportamento, vou botar na lei. Ah, se é um comportamento, ué, estão espantados, vão discriminar, ué? É a favor de quê? Então vamos colocar tudo na lei e onde é que vai parar a sociedade brasileira?"
A investigação foi iniciada ainda em 2010, mas só em fevereiro de 2011 foi convertida em inquérito contra o Pastor Silas Malafaia. Não é a primeira vez que a justiça tenta intervir nas palavras do Pastor, em 2007 o programa evangelístico de TV Vitória em Cristo, comandado pelo próprio Silas, quase foi proibido de ir ao ar antes das 20 horas devido a linguagem e forma como o Malafaia atacava a comunidade gay e defendia a comunidade cristã.
PASTORES UNGEM APARELHO CELULAR E ENTRAM EM CHIQUEIRO USANDO PORCOS PARA ILUSTRAR FIÉIS.
MAS O QUE ESSES CARA TEM NA CABEÇA???
Alguns pastores da Igreja Quadrangular em Belo Horizonte, Minas Gerais, entraram em um chiqueiro e gravaram um vídeo para a campanha “Sexta-Feira Forte da Guerra”, para combater o “espírito de humilhação”.
Para ilustrar o processo, os pastores entraram em um chiqueiro e afirmaram que alguns fiéis seriam como aqueles porcos: “Só fica de cabeça baixa, parece derrotada, esta na miséria, no meio do nada”.
Os pastores são da mesma denominação e estado de outros que ficaram famosos pela mesma forma de divulgar seus cultos. Em Governador Valadares outros dois pastores da Igreja Quadrangular gravavam vídeos ilustrando o tema de cada culto. Na ocasião eles entraram em lamaçal, em poços profundos, subiram montes com galões de água, entre outras coisas. Após a repercussão dos vídeos, todos eles foram apagados. O Gospel+ procurou a denominação para comentar o caso e até o fechamento da matéria não houve respostas.
O evento “Sexta-Feira Forte da Guerra”, da Quadrangular de Belo Horizonte, possui a mesma temática da “Segunda-Feira Forte da Potência de Deus”, da Quadrangular de Governador Valadares. Inclusive temas da denominação do interior de Minas Gerais também já foram utilizados pela da capital, como os pastores na lama e enterrando os problemas dos fiéis,
Os Pastores de Belo Horizonte também tem seus próprios temas e unções. Em um dos vídeos eles afirmam ter subido no ponto mais alto da capital para consagrar o “óleo das boas novas” para ungir o aparelho celular dos fiéis e assim só receber notícias boas a partir de então
A frente estão os pastores Paulinho Silveira e Jerônimo Nofre da Igreja Quadrangular – Templo dos Anjos que esteve junto a Igreja Quadrangular de Governador Valadares no evento “Labaredas de Fogo” que contou também com a presença, entre outros, dos pastores Jabes de Alencar e Silas Malafaia, além das cantoras Cassiane e Pamela
FELICIANINHO FICOU "DE MAU" COM O TWITTER...
Parece que o pastor, cantor e deputado federal Marco Feliciano está em um tempo de polêmica. Após causar revolta chamando de cachorro, idiota e demente alguns que discordavam dele, acabou virando tema de brincadeira e completou o dia sendo chamado de racista pela comunidade negra do Brasil. Em seguida, devido as fortes críticas anunciou que saiu do twitter em sinal de protesto contra os que discordaram das opiniões publicadas.
Marco Feliciano e o racismo
O pastor dissertou em seu Twitter sobre Gênesis 9, dizendo que quando a Bíblia aponta que o personagem bíblico de Cão riu de seu pai Noé, a palavra utilizada poderia ter a conotação de “sentir prazer”, o que, segundo Marco Feliciano, seria o primeiro ato de homossexualismo da história. Assim, a maldição contra Canaã, filho de Cão, seria aplicada a todos os seus descendentes – que seriam os africanos, conforme afirmou o pastor.
Diante de diversas críticas, Marco disse: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss” e completou “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids. Fome… Etc”.
As afirmações imediatamente geraram revolta no Twitter, principalmente entre negros: “Que homem ridículo, que sarcástico, isso é homem de DEUS???! Não pode ser, MONSTRO, PRECONCEITUOSO!”, disse um internauta. Outro afirmou “Vai estudar historia… e falta respeito da sua parte para com outros povos e religiões, quanta besteira…”. Um terceiro ainda repreendeu: “Você é um completo ignorante e conseguiu ser desrespeitoso com gays e africanos numa tacada só. Preconceituoso”.
Diante das críticas, Marco Feliciano rebateu a um discordante: “Venham quente que eu to fervendo! Mas venham sabendo muito, porque aí ‘apanham’ só um pouco! Rsss”, além de chamar de “ignorantes” diversos usuários do microblogging que o acusaram de preconceito.
Marco Feliciano sai do Twitter
Diante das críticas, ameaças de petições para a retirada do Pastor do cargo de Deputado Federal e denúncias contra ele por racismo e preconceito, Marco Feliciano anunciou as duas da manhã que estaria saindo do Twitter em sinal de protesto contra os que discordam de suas publicações.
No entendimento do Pastor as críticas seriam “Terrível a bestialidade de um grupo fechado nesta rede q sobrevive as custas de gente simples”. Segundo ele seria um mal entendido já que tudo teria começado quando “Ao enviar uma msg a um infeliz q ate de morte me ameaçou e ameaçou tbem minha família. Disse a ele q meu nome não era osso…”.
O primeiro twitt chamando de cachorro foi enviado para um pregador de 19 anos e um pastor da Assembléia de Deus que conversavam sobre o convite do Pastor Marco Feliciano para pregar no centenário da Assembléia de Deus. Procurados pelo Gospel+ eles negaram ter ameaçado Marco Feliciano e sua família de morte. O Pastor Geremias afirmou que não sabe se irá processar o Pastor Marco Feliciano pela afirmação: “Vou orar sobre isso e, se for o caso, entrar com uma ação contra ele, embora saiba que goza de fórum especial”.
Marco Feliciano deixou o twitter afirmando ser devido “aos desaforos da comunidade homoafetiva, mais os transtornos q vieram disso”, completou: “Peço desculpas aos milhares de seguidores, afinal vieram ao meu socorro e apoio, mas q não merecem ler esses ataques descabifos q vem de pessoas tristes q vivem de desgraçar a vida alheia, e seus frutos são podres. Um abraço e fiquem bá paz. Meu protesto será o silencio. Adeus”
As reações para a afirmação foram as mais diferentes, alguns apoiaram Marco Feliciano afirmando que ele seria “uma benção para os evangélicos”, outros o acusaram de estar tentando se passar de vítima e se esquivar e não ser processado.
domingo, 20 de março de 2011
ONDE ESTÁ O FOGO? - Parte 2
O que é o fogo de Deus?
Não existe na Igreja hoje uma necessidade maior do que a necessidade que ela tem do fogo de Deus. Quando falamos sobre o fogo de Deus, estamos nos refe¬rindo à manifesta presença de Deus e à sua glória. Estamos falando sobre o poder sobrenatural de Deus.
Estamos falando sobre reuniões que não são apenas reuniões "boas" com boa música e boas pregações. Estamos falan-do sobre resultados que não podem ser explicados em termos de esforço humano. Estamos falando sobre aquilo que o ho-mem não consegue programar, manipular, planejar ou fazer acontecer.
Estamos falando sobre algo que vai além da ação normal do Espírito Santo no meio do seu povo. Estamos falando
sobre o derramamento extraordinário do Espírito que revela a glória de Deus nas vidas individuais e na igreja.
O que o fogo faz?
Quando o fogo cai, vemos Deus como ele realmente é. Tanto no Velho quanto no Novo Testamento, Deus é revelado como um Deus de fogo.
No Monte Sinai, onde foi dada a lei, Deus se revelou com relâmpagos, trovões e vozes. No último livro da Bíblia, o apóstolo João recebeu um vislumbre da sala do trono, no céu. Do meio do trono, saíam "relâmpagos, vozes e trovões" (Ap 4.5).
Quando o fogo cai, Deus assume o controle da Igreja. Quando Deus aparece, as pessoas se sentem melhor prostradas no chão do que sentadas nos bancos. Quando o fogo cai, ele consome tudo que não é santo, tudo que é terreno e humano.
O fogo de Deus purifica, separa, derrete e devora, "porque o nosso Deus é fogo consumidor" (Hb 12.29). Deus é como o fogo do ourives (Ml 3.2) que traz impurezas à superfície, expondo-as e consumindo-as.
Quando o fogo cai, o pecado é julgado e tratado de forma meticulosa e radical - não apenas os pecados óbvios da carne, mas os pecados sutis e ocultos do espírito também. As máscaras da respeitabilidade são removidas, os disfarces rasgados e os corações dos homens expostos diante do olhar de um Deus que tudo vê, tudo sabe.
Quando o fogo cai, há profunda convicção e tristeza pelo pecado. O intenso holofote da santidade de Deus faz com que aquilo que antes era aceitável torna-se, de repente, abominável. A indiferença transforma-se em lamentação. A atitude casual para com o pecado é substituída por quebrantamento e arrependimento genuínos.
Quando o fogo cai, os esforços e as obras dos cristãos são provados. Grande parte daquilo que parecia atividade espiritual é revelada como nada mais do que esforço carnal a ser consumido como madeira, feno e palha.
Quando o fogo cai, nossos métodos e programas tradicionais rendem-se ao senhorio de Jesus, e o Espírito Santo começa a presidir as ações e o funcionamento de sua Igreja.
Quando o fogo cai, há poder. Há vida. Há pureza. Há espontaneidade. Há realidade.
Onde está o fogo de Deus hoje? Onde está a evidência de sua presença e poder? Onde está o senso de reverência, de admiração, de assombro e temor na sua presença?
Onde estão as lágrimas de quebrantamento e contrição? Onde se vê pessoas perdidas caindo prostradas, dominadas pela realidade da presença de Deus no meio do seu povo?
Que igreja em sua comunidade é conhecida por ter manifestações do fogo de Deus? Em qual classe de Escola Dominical, em qual família, em qual pai, mãe ou jovem você tem visto o fogo de Deus?
CONTINUA...
P.S: O Pastor está voltando... e vai "sobrar" pra você... ... ...
sexta-feira, 18 de março de 2011
ONDE ESTÁ O FOGO? - Parte 1
Fora um dia extremamente exaustivo. O sol quente castigava impiedosamente a terra árida e endurecida. A multidão, que parecia ter ficado sob esse céu sem nuvens por uma eternidade, continuava assistindo em silêncio ao confronto decisivo entre Baal e Jeová. O time de Jeová estava em absurda desvantagem: 850 a 1, em favor de Baal.
Parecia que nem uma folha se mexia enquanto todos observavam e esperavam em suspense. Os profetas de Baal tentavam uma tática após outra para persuadir o deus do relâmpago e do fogo a se manifestar, provar sua existência e mandar fogo do céu. Suplicavam e clamavam. Como nada aconteceu, clamaram com mais insistência, fizeram propostas, exigiram que Baal lhes atendesse e mandasse fogo. Ainda assim, não veio resposta alguma. Nada de fogo do céu.
Contudo, não se intimidaram. Com persistência admirável, saltaram em cima do altar e cortaram-se até escorrer o sangue em tentativas desesperadas e inúteis de demonstrar a Baal sua sinceridade e de conseguir alguma evidência, qualquer coisa que pudesse provar a realidade espiritual. Porém, não veio sinal algum de fogo do céu - nem sequer uma faísca.
Para dizer a verdade, há mais de três anos, não havia qualquer movimento dos céus, qualquer sinal de vida, de espécie alguma nada de fogo, de chuva, de mensagem, de realidade. Esgotados com os exercícios fúteis, os representantes de Baal viram seu desejo transformar-se em desapontamento e, finalmente, em derrota.
Nesse ponto do relato de 1 Reis 18, é impossível deixar de observar algumas semelhanças muito evidentes com o tempo atual. O grande problema na igreja contemporânea é que, apesar de seu tamanho e da quantidade de atividades, não há uma verdadeira manifestação da glória da presença de Deus.
De modo geral, não nos faltam atividade, fervor e tentativas sinceras de obter poder espiritual. Pelo contrário, as agendas das igrejas estão inchadas de cultos, retiros, conferências e programas. Fazemos muito barulho. Estamos ocupados, intensos e, talvez, sinceros, mas o céu continua mantendo um silêncio ensurdecedor. Não há sinal de fogo.
Não é que não estejamos tentando. Estamos tentando e como! Aparentemente, porém, todos os nossos programas, promoções, reuniões, caravanas, orçamentos, batismos, comités e convenções fracassaram. Não conseguiram produzir aquilo de que precisamos com mais urgência: fogo do céu.
Enquanto os líderes espirituais e ativistas correm para cá e para lá, tentando produzir faíscas, o membro normal de igreja continua agindo como espectador, esperando ao lado do restante do mundo e perguntando onde está o fogo.
Chamando fogo do céu
Entra em cena, neste instante, uma figura solitária. Três anos atrás, havia despertado a ira do rei e, desde então, tornara-se fugitivo. Seria de se imaginar que se intimidasse ao se apresentar diante do monarca ofendido. Afinal, corria grande risco de vir a perder a vida. No entanto, não foi isso que aconteceu; apresentou-se com segurança, confiança e ousadia.
Chamou a atenção do povo, que começou a aproximar-se lentamente, sem saber o que esperar. Esse homem sempre fora meio estranho totalmente oposto aos demais líderes religiosos da época. Quando falava, encontrava pouca ressonância entre os ouvintes.
Sua mensagem contradizia tudo o que era tradicional e popular. O desafio de sair de cima do muro e definir-se por um ou por outro, ou por Baal, ou por Jeová, deixava quase todos desconfortáveis preferiam não se comprometer.
Porém, não era um discurso que pretendia fazer. Ele os conduziu a um velho altar, o altar de Jeová. Abandonado há muitos anos, estava em ruínas. Uma por uma, selecionou doze pedras grandes e reedificou o altar caído. Preparou o sacrifício e colocou-o sobre o altar.
De repente, fez algo totalmente inesperado e sem sentido lógico. Ordenou que enchessem quatro tambores de água e a despejassem sobre o sacrifício.
O quê? Ele enlouqueceu? Qualquer um sabe que lenha molhada não pega fogo! Além disso, esse homem estranho não sabia que estavam há três anos sem chuva? Que desperdício insensato desse recurso precioso!
Para piorar, depois de seguirem suas ordens, ele ainda pediu que o fizessem novamente e, depois, uma terceira vez!
Quando tudo estava pronto, ele fez uma oração simples e curta , mas com resultados imediatos: fogo!
Não havia fósforos nem querosene. Nada de truques mágicos, giros ou fingimentos. Somente fogo. Fogo genuíno. Fogo que lambeu a água e consumiu inteiramente o sacrifício, a lenha, as pedras, até o pó no chão. Fogo do céu. Fogo de Deus.
CONTINUA...
P.S: Tô voltando...
domingo, 13 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Bala na cabeça do capeta!
Era só o que faltava! E tem crente que ainda ovaciona esse tipo de incenação(sic).
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Era uma igreja muito engraçada...
...não tinha teto, não tinha nada.
Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...
Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.
Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.
Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.
Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.
Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.
Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.
Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.
Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.
por: Tonho [foi coordenador do UG -Min. Jovem do Portas Abertas]
Postagem original: http://pavablog.blogspot.com/2009/09/era-uma-igreja-muito-engracada.html
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